terça-feira, 21 de julho de 2015


de buenas... seguindo
como seta, como flecha
uma espada voadora
ou vento levando folhas pra brincar

mas um chafariz secreto
uma fonte subterrânea
uma infiltração
vem em chuva de inverno...

um dia que começa numa tarde de ventania, com mais cama que devia... e subsequente saudade de sonhar... e subsequente destino incerto, ainda que já disparado em seta ao alvo da alma... conturbada pelos sonhos profusos... que fazer com tantos mistérios sobrepostos?
na marinha, há aula de dar nós em corda, mas nunca ouvi de quem ensinasse a desenbolar as tramas... É tarefa de intuição e paciência... tentativa e erro.. contínuo recomeço até que se afastem as nuvens do caos... Mas e se o sono chega antes? e se o dia não é tão longo? e se a névoa se acumula... que mais podem os remetentes senão aguardar? E a gente, o que pode senão aguardar?

Detesto aguardar. Me dá as facas (de letras) que eu corto os rios (de sentido). Boto pra fora o escrutínio e chamo os ventos destemidos pra dispersar. Já logo é noite e a dança pede fogo.