como
seta, como flecha
uma
espada voadora
ou
vento levando folhas pra brincar
mas
um chafariz secreto
uma
fonte subterrânea
uma infiltração
vem
em chuva de inverno...
um
dia que começa numa tarde de ventania, com mais cama que devia... e subsequente
saudade de sonhar... e subsequente destino incerto, ainda que já disparado em
seta ao alvo da alma... conturbada pelos sonhos profusos... que fazer com
tantos mistérios sobrepostos?
na
marinha, há aula de dar nós em corda, mas nunca ouvi de quem ensinasse a desenbolar
as tramas... É tarefa de intuição e paciência... tentativa e erro.. contínuo
recomeço até que se afastem as nuvens do caos... Mas e se o sono chega antes? e
se o dia não é tão longo? e se a névoa se acumula... que mais podem os remetentes
senão aguardar? E a gente, o que pode senão aguardar?
Detesto aguardar. Me dá as facas (de letras) que
eu corto os rios (de sentido). Boto pra fora o escrutínio e chamo os ventos destemidos
pra dispersar. Já logo é noite e a dança pede fogo.
