Nosso Ninho.
Queria secar como folha e ser levado pelo vento,
Que estourassem como bolhas as agruras desse tempo.
E nas ondas da piscina, precipitasse a chuva,
Que lavaria a tua sina e teu solo para as uvas.
Queria estancar a ferida mesmo sendo pensamento,
Que houvesse uma saída para esse contratempo.
E na cobertura da floresta, permanecesse o ninho,
No qual também se fazem festas e se oferece vinho.
Mas é ‘também’ e não ‘somente’!
Ai dessa casa se ficar sem a gente.
Ai da semente se ficar sem ardor.
Não é de costas, mas de frente!
Que o pássaro vê e escapa à serpente,
Que a perfídia... É suplantada pelo amor.