sexta-feira, 17 de abril de 2015

Vou continuar escrevendo ‘idéia’ com acento

Não seria ‘idéia’ uma idéia melhor do que ‘ideia’? 

Nos textos, quando se está <perdido> “seguindo uma trilha”, numa floresta de letras... e se se depara com ‘idéia’, você sabe na hora, o acento alegre te diz, é uma idéia! Por outro lado, há momentos solenes em que se chega a um ‘ideal’ (sem acento). E quando se chega a um ideal tem de se respeitar, pq... seja lá o que for, alguém conseguiu nutrir algo tão forte quanto um ideal. Não é qualquer um que consegue crescer em si algo do tipo. E, mesmo lendo as palavras, só podemos alcançar seu tom se já vibraram em nós. Inveja, orgulho, preguiça, ganância, opulência, arrogância, luxúria, luxúria, luxúria. Fico com ‘idéia’. Ela consegue olhar pra luxúria e dizer: “vem cá que eu te entendo”, “te compreendo”, e “não tenho medo de ti”, - “te sei”... E nos guia como uma nuvem leve e flutuante (daquelas luminosas), vendo o mundo de cima. Saudando os ideais como alazões - como idéias cavalgantes que crescem na afetividade do homem e querem ganhar o mundo!

Mas onde há de tais esperanças e cavalos?... de tais exploradores destemidos? o esporte nacional parece ser o sumô. FAMÍLIA, GRUPO, SEGURANÇA. Eles seguram. E empacam a disputa ideática - idealógica entre ficar/ir; conservar/alterar; passividade e atividade... 

O eremita sussurra ao imperador e ao sacerdote “desprende-te e parte à grande busca".
Se já partistes, saiba, longa é a jornada... e teu lar é a estrada, consigo, diante das estrelas.