sexta-feira, 7 de junho de 2013





Quanto tempo até a melhor hora do dia?
Quanto tempo até a dor se acomodar no peito?
O vento golpeia a janela
E sussurra pela fresta da porta.
Quanto tempo até o verão esticar os dias?
Quanto tempo até eu esquecer a sua existência?
Há um mundo inteiro lá fora
De pessoas com quem não me importo.
Debaixo das cobertas me escondo.
Além da sanidade espreito.
Em sonhos de beatitude,
Deslizo e me acalmo.
Mas na cama algo me falta.
Carrego uma ausência latente.
Um cheiro antigo me assalta.
Uma risada me assombra.
Sou um sobrevivente
Do acidente que fomos.
Meu corpo jamais será completo
Após ter sido dois.